Universidade depois dos 25 é possível?

-setembro 04, 2019-

Jardim Universidade dos Açores
- Jardim Universidade dos Açores - Fonte: eduportugal.eu -
Se já leste o nosso artigo sobre "Viver nos Açores - São Miguel - (do Continente para os Açores)", sabes que viemos viver para os Açores. Mas para que uma de nós viesse havia uma condição, a existência de uma Universidade.

Na altura em que entrei para a Universidade muitos questionaram-me o que iria fazer para lá, com 26 anos. Pois bem, infelizmente ainda não tinha  possuído condições financeiras para tal. 
 
Aliado ao fator financeiro existia dentro de mim alguma desmotivação, durante alguns anos, na progressão de estudos. Grande parte dessa desmotivação não vinha só do fator financeiro. A maioria dessa desmotivação era proveniente das próprias instituições de ensino e dos seus profissionais, mais concretamente de alguns dos professores.

Nunca tive um percurso escolar de excelência, fiquei retida no 2º ano, chumbei no 9º ano e levei algum tempo para retomar os estudos após conclusão do 9º. Conclui o 12º ano com cerca de 20 anos, na área de Cozinha e Pastelaria.



Foi quando ingressei no ensino profissional, que encontrei profissionais que motivavam pessoas, sim pessoas. Não lhes interessava status social, escolaridade dos pais, as suas notas, etc. Motivavam-nos a sermos melhores enquanto alunos, enquanto pessoas, a ambicionar algo melhor, ambicionar um futuro profissional melhor. 

Motivação essa que encontrei a uma escala bastante inferior até ao meu 9º ano. Infelizmente até àquela data o que experienciei foi, ao invés de darem motivação a pessoas, na maioria das vezes, davam motivação a "notas 4 e 5", e/ou a alunos com condições socioeconómicas visivelmente superiores, deixando os outros um pouco à margem.

Os 4 e 5 eram os génios, eram os motivados e enaltecidos pelo sistema, a seguir os seus estudos, a desejar um futuro melhor. De tal forma que, por vezes de uma forma indireta, quero acreditar que sem intenção, desmotivavam os que tinham notas inferiores.


Mas contra as expectativas, de alguns dos meus professores, até ao  meu preparatório, aqui estou eu depois dos 25 na faculdade, e sim através de exames nacionais. 



Como tal este artigo é para ti, que tens oprimido em ti o desejo por perseguir estudos;

Para ti que achas que é tarde demais para o fazer, (talvez em Portugal não compense, devido a inexistência de progressão de carreira, mas nós somos cidadãos do MUNDO);

Para ti que tal como eu, não tiveste um percurso escolar de excelência, mas que queres lutar por algo melhor;

É para ti que tens défice de atenção;

Para ti que tal como eu tens dislexia , sim é possível fazeres ensino superior, e sim mesmo que não tenhas um reconhecimento oficial de tal;

Este artigo é para ti, que achas que não tens capacidade suficiente para fazer o ensino superior. Pois foi te criada a ideia que este é apenas para os “grandes crânios”, e que é estupidamente difícil para um aluno de 2 e 3;

Para ti que vais iniciar a faculdade e estás com medo de não estar à altura de tal desafio;

Fica sabendo que não é impossível. A universidade não é "um bicho de 7 cabeças” que te vieram a desenhar, ao longo destes anos. Não é fácil, principalmente quando já não estudas há algum tempo, (deixarei mais tarde dicas sobre isso), mas não é impossível de a fazer. Se esse é um do teus objetivos, por mais oprimido que esteja, não desistas dele, luta, trabalha com afinco e dedica-te, vais ver que vais conseguir.



Vai haver alturas em que te vai apetecer desistir? Sim, várias alturas. Testes seguidos, trabalhos ao mesmo tempo, vais ter de definir prioridades. Foca-te no que queres como resultado final.  Principalmente, nunca desistas no primeiro ano, muito menos no primeiro semestre.  

O primeiro ano, ao contrário de que alguns professores te possam vir a  dizer, é um ano de adaptação, confirmado e estudado por psicólogos.

Por tanto a reposta à pergunta do título é sim, sim é possível universidade depois dos 25, mesmo depois de tudo o que já relatei, com dedicação, empenho, foco e trabalho, é possível.

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Xauzinhooo e até à próximaaaa 😉


Mar

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